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 Graduado em Gestão de Recursos Humanos, MBA em Administração e Logística, Pós graduado em Docência do Ensino Médio, Técnico e superior, professor/assessor no Colégio Tableau de Taubaté, Liderança comunitária, membro da CADCA Taubaté (Coalizão Comunitária Antidrogas).

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sexta-feira, 4 de abril de 2014

MUDANÇA DE ATITUDE DE ALUNOS MELHORA NOTAS



Curiosidade, persistência, responsabilidade e espírito colaborativo são características que melhoram o desempenho dos alunos em português e matemática. Um estudo realizado pelo Instituto Ayrton Senna mostra que o desenvolvimento dessas características ao longo da vida escolar impacta diretamente no aprendizado dessas disciplinas. Chegar a essa conclusão foi possível após um questionário piloto ser aplicado a 25 mil alunos do 5° ano do ensino fundamental, 1° e 3° do médio, da rede estadual do Rio de Janeiro, em outubro do ano passado. As perguntas não tinham resposta certa ou errada, mas múltiplas alternativas que representavam, a partir de uma escala de pontos, determinadas dimensões de comportamento. Entre as questões estavam indagações como: "Quanto você consegue prestar atenção nas aulas?", "Consegue estudar mesmo tendo outras coisas interessantes para fazer?" e "Quanto você é esforçado?". O questionário foi batizado de Senna, abreviação invertida de Avaliação Nacional das Não Cognitivas e Socioemocionais, e levou em conta, primeiro, cinco grandes domínios da personalidade: abertura a novas experiências, conscienciosidade, extroversão, neuroticismo e amabilidade. E acrescentou um sexto: motivação e crenças.
Para poderem relacionar os dados levantados pelo Senna com o desempenho dos alunos nas disciplinas regulares, foi usado o resultado do sistema de avaliação de português e matemática da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. Assim, foi possível cruzar os resultados e entender, dentro dessa amostragem, quais as habilidades socioemocionais mais presentes nos resultados dos alunos com melhor desempenho nessas disciplinas. Com base nesses dados, o relatório aponta que, se um estudante que tenha nota de conscienciosidade no pior quartil de resultado – aquele que desiste fácil de seus objetivos, sem foco e pouco organizado – for estimulado e chegar ao maior nível dessa habilidade, ele melhora seu desempenho em matemática o equivalente a 4,5 meses de aprendizado.
Abertura a novas experiências melhora português
Em português, as habilidades socioemocionais que trouxeram mais benefícios para o aprendizado da disciplina foram a abertura a novas experiências, que engloba a criatividade e imaginação, por exemplo, e motivação, precisamente sobre o quanto o indivíduo relaciona suas decisões pessoais com acontecimentos externos. Ainda em português, a pesquisa também relata que, levando em conta apenas os alunos do 5° ano do fundamental, a conscienciosidade também tem um papel importante. Já a extroversão tem efeito negativo para estudantes do 1° e 3° ano do ensino médio. Segundo a literatura internacional sobre o tema, é difícil de se identificar o efeito da extroversão sobre resultados educacionais. Com essa primeira amostragem, foi feito um trabalho de aprender como fazer a medição dessas habilidades, segundo Daniel Santos, economista especialista em impacto de políticas voltadas à primeira infância, autor do estudo junto com Primi. "O que existia até então era uma evidência grande da importância dessas competências para o futuro e que a escola é capaz de modificá-las, isso já justifica medi-las e repassar a informação. Agora o como essas informações vão ser usadas ainda precisa de amadurecimento."
Fernanda Kalena e Tatiana Klix
Do Porvir

quarta-feira, 26 de março de 2014

A ERA DO ADMINISTRADOR




Por que os Estados Unidos são o país mais bem-sucedido do mundo? Porque são um país que resolveu o problema da miséria e da estagnação econômica, ao contrário do Brasil?
O segredo americano, e que você jamais encontrará em nenhum livro de economia, é que os Estados Unidos são um país bem administrado, um país administrado por profissionais. Dezenove por cento dos graduados de universidades americanas são formados em administração. Administração é a profissão mais freqüente, e portanto a que dá o tom ao resto da nação. Infelizmente, o Brasil nunca foi bem administrado. Sempre fomos administrados por profissionais de outras áreas, desde nossas empresas até o governo. Até recentemente, tínhamos somente quatro cursos de pós-graduação em administração, um absurdo! De 1832 a 1964 a profissão mais freqüente no Brasil era a de advogado, e foi essa a profissão que exerceu a maior influência no país, tanto que nos deu a maioria de nossos presidentes até 1964. A revolução de 1964 acabou com a era do advogado e a legalidade, e tivemos a era do economista, que perdura até hoje. Nos próximos dez anos isso lentamente mudará. O Brasil já tem 2.300 cursos de administração, contra 350 em 1994. Estamos logo depois dos Estados Unidos e da Índia. Administração já é hoje a profissão mais freqüente deste país, com 18% dos formandos. Antes, nossos gênios escolhiam medicina, direito e engenharia. Agora escolhem medicina, administração e direito, nessa ordem. Há dez anos tínhamos apenas 200.000 administradores, e só 5% das empresas contavam com um profissional para tocá-las. O resto era dirigido por "empresários" que aprendiam administração no tapa. Por isso, até hoje 50% das empresas brasileiras quebram nos dois primeiros anos e metade de nosso capital inicial vira pó. O que o aumento da participação dos administradores na gestão das empresas significará para o Brasil? Uma nova era muito promissora. Finalmente seremos administrados por profissionais, e não por amadores. Daqui para a frente, 75% das empresas não quebrarão nos primeiros quatro anos de vida, e nossos investimentos gerarão empregos, e não falências. Em 2010, teremos 2 milhões de administradores formados, e se cada um empregar vinte pessoas haverá 40 milhões de empregos novos. Será o fim da exclusão social. Administradores nunca foram ouvidos por políticos e deputados nem concorriam a cargos públicos. Em 2010, é muito provável que teremos nosso primeiro presidente da República formado em administração. Por incrível que pareça, nunca tivemos um executivo no Executivo. Muitos de nossos ministros e governantes aprendiam administração no próprio cargo, errando a um custo social imenso para a nação. Foi-se o tempo em que o mundo era simples e não havia necessidade de ter um curso de administração para ser um bom administrador. Em 2006, o candidato da oposição que demonstrar boa capacidade gerencial será um forte candidato à sucessão de Lula. João Paulo Cunha, do PT, já o alertou de que, "se houver um bom administrador, ele conquistará o eleitorado da periferia". Não quero exagerar a importância dos administradores, mas somente lembrar que eles são o elo que faltava. Ordem não gera progresso, estabilidade econômica não gera crescimento de forma espontânea, sempre há a necessidade de um catalisador. Não será uma transição fácil, pois as classes dominantes não aceitam dividir o poder que têm. Há muita gente interessada em manter essa bagunça e desorganização, como vivem denunciando Luiz Nassif, Arnaldo Jabor e José Simão. Gente que é contra supervisão, eficiência e organização. Administradores têm pouco espaço na imprensa para defender suas idéias e soluções. Em pleno século XXI, sou um dos raros administradores com uma coluna na grande imprensa brasileira, e mesmo assim mensal. Peter Drucker há quarenta anos tem uma coluna semanal em dezenas de jornais americanos, ele e mais trinta gurus da administração. Administradores têm outra forma de encarar o mundo. Eles lutam para criar a riqueza que ainda não temos. Economistas e intelectuais lutam para distribuir a pouca riqueza que conseguimos criar, o que só tem gerado mais impostos e mais pobreza. Se esses 2 milhões de jovens administradores que vêm por aí ocuparem o espaço político que merecem, seremos finalmente um país bem administrado, com 500 anos de atraso. Desejo a todos coragem e boa sorte.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Características das pessoas com baixa Auto-Estima

Características das pessoas com baixa Auto-Estima
  • Ausência de credibilidade em si mesma.
  • Assume culpas por tudo o que lhe acontece, achando-se vitima do mundo e que todos estão contra si.
  • Tenta sempre justificar-se e encontrar um culpado para tudo.
  • Baixo rendimento, não acreditam que tem capacidade para conquistar uma boa vida e não agem para evoluir.
  • Não cria objetivos de realização emocional, pessoal e profissional.
  • Ignora as suas aptidões sociais adequadas para resolver situações de conflito (submissão ou agressividade excessiva)
  • Não tem iniciativa para atividades de realização pessoal e profissional, sempre com a desculpa da falta de tempo.
  • Medo de não serem aprovadas social e profissionalmente, não tem consciência do seu valor.
  • Vê-se através dos olhos dos outros, quando lhe dizem “és boa pessoa” ficam felizes e quando a chamam de “incompetente, sente-se miserável. O fato de não ter a consciência do seu valor, acha que são o que os outros dizem sobre si.
  • Muitas vezes pessoas muito qualificadas e competentes não conseguem a realização pessoal e profissional  por não terem consciência do seu valor e não terem força interior para se apresentarem adequadamente e assim saber passar com objetividade as suas competências e habilidades.
  • Nos relacionamentos é muito comum a submissão ou então a manipulação como uma forma de manifestação da baixa auto-estima.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

VOCÊ SABE O QUE É SAP ?







          Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner [3] em 1985 para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor. Os casos mais freqüentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera, em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande. Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro.
O GENITOR ALIENANTE
    Exclui o outro genitor da vida dos filhos
        Não comunica ao outro genitor fatos importantes relacionados à vida dos filhos (escola, médico, comemorações, etc.).
        Toma decisões importantes sobre a vida dos filhos, sem prévia consulta ao outro cônjuge (por exemplo: escolha ou mudança de escola, de pediatra, etc.).
        Transmite seu desagrado diante da manifestação de contentamento externada pela criança em estar com o outro genitor.
    Interfere nas visitas
        Controla excessivamente os horários de visita.
        Organiza diversas atividades para o dia de visitas, de modo a torná-las desinteressantes ou mesmo inibí-la.
        Não permite que a criança esteja com o genitor alienado em ocasiões outras que não aquelas prévia e expressamente estipuladas.
    Ataca a relação entre filho e o outro genitor
        Recorda à criança, com insistência, motivos ou fatos ocorridos que levem ao estranhamento com o outro genitor.
        Obriga a criança a optar entre a mãe ou o pai, fazendo-a tomar partido no conflito.
        Transforma a criança em espiã da vida do ex-cônjuge.
        Quebra, esconde ou cuida mal dos presentes que o genitor alienado dá ao filho.
        Sugere à criança que o outro genitor é pessoa perigosa.
    Denigre a imagem do outro genitor
        Faz comentários desairosos sobre presentes ou roupas compradas pelo outro genitor ou mesmo sobre o gênero do lazer que ele oferece ao filho.
        Critica a competência profissional e a situação financeira do ex-cônjuge.
        Emite falsas acusações de abuso sexual, uso de drogas e álcool.
A Criança Alienada:
    Apresenta um sentimento constante de raiva e ódio contra o genitor alienado e sua família.
    Se recusa a dar atenção, visitar, ou se comunicar com o outro genitor.
    Guarda sentimentos e crenças negativas sobre o outro genitor, que são inconsequentes, exageradas ou inverossímeis com a realidade.
LEMBRE-SE
A informação sobre a SAP é muito importante para garantir às crianças e adolescentes o direito ao desenvolvimento saudável, ao convívio familiar e a participação de ambos os genitores em sua vida.
A Alienação Parental não é um problema somente dos genitores separados. É um problema social, que, silenciosamente, traz conseqüências nefastas para as gerações futuras.
Pai e Mãe, os filhos precisam de ambos!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A RELATIVIDADE DA ÉTICA



 Texto do Sociólogo Peter L. Berger
O sociólogo *Peter Berger escreveu o livro "Introdução à Sociologia".
Um dos seus capítulos tem um título estranho: "Como trapacear e se manter ético ao mesmo tempo".
Estranho à primeira vista, mas logo se percebe que, na política, é de suma importância juntar ética e trapaça.
Para explicar, segue uma historieta:
Havia em uma cidade dos EUA uma igreja batista.
Os batistas, como se sabe, são um ramo do cristianismo muito rigoroso nos seus princípios éticos.
Na mesma cidade, havia também uma fábrica de cerveja que, para a igreja batista, era a vanguarda de Satanás.
O pastor não poupava a fábrica de cerveja nas suas pregações.
 Aconteceu, entretanto, que, por razões pouco esclarecidas, a fábrica de cerveja fez uma doação de U$150 mil para a igreja.
 Foi um auê...
 Os membros mais ortodoxos da igreja foram unânimes em denunciar aquela quantia como dinheiro do Diabo e que não poderia ser aceito.
 Mas, passada a exaltação dos primeiros dias, acalmados os ânimos, os mais ponderados começaram a analisar os benefícios que aquele dinheiro poderia trazer: uma pintura nova para a igreja, um órgão de tubos, jardins mais bonitos, um salão social para festas.
Reuniu-se então a igreja em assembléia para a decisão democrática.
Depois de muita discussão registrou-se o seguinte no livro de atas:
"A Igreja Batista Bethel resolve aceitar a oferta de U$150 mil feita pela cervejaria na firme convicção de que o Diabo ficará furioso quando souber que o seu dinheiro vai ser usado para a glória de Deus."
P.S.: Os membros desta igreja seriam ótimos deputados e senadores no Brasil.
* Peter Ludwig Berger (Viena, 17 de março de 1929) é um sociólogo e teólogo luterano austro-americano, conhecido por sua obra "A Construção Social da Realidade" publicada em co-autoria com Thomas Luckmann. Nasceu em Viena em 1929. Emigrou aos Estados Unidos aos 17 anos. Estudou no Wagner College e sociologia na New School for Social Research de Nova York, onde se doutorou. Sua atividade docente se desenvolveu nas Universidades da Geórgia e a Carolina do Norte, para voltar à New School for Social Research de Nova York, como professor de sociologia. Posteriormente, ensinou sociologia e teologia na Escola de Teologia da Universidade de Boston, de cujo Institute for the Study of Economic Culture foi diretor.Junto com Thomas Luckman teoriza a cerca da realidade como construção social (The Social Construction of Reality. A Treatise in the Sociology of Knowledge, 1967). Sua maior dedicação científica, no entanto, aparece no campo da sociologia da religião, que lhe define como um teólogo laico, condição que impregna sua obra, na qual além disso aparecem relevantes textos no campo da teoria sociológica e a sociologia política, a globalização e o desenvolvimento, etc.É doutor honoris causa da Loyola University, do Wagner College, da University of Notre Dame e das européias de Genebra e Munique. Foi premiado pelo governo austríaco com o Mannes Sperber Prize pela sua contribuição ao estudo da cultura.