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 Graduado em Gestão de Recursos Humanos, MBA em Administração e Logística, professor no Colégio Tableau de Taubaté, Liderança comunitária, membro da CADCA Taubaté (Coalizão Comunitária Antidrogas).

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O PAPEL DA LIDERANÇA

Liderança e ética são temas estreitamente conectados. O líder determina o tom moral da organização, representando e reformulando seus valores (Mattar,2004, p.237). Blanchard e OConnor (1999, p.55) chegam mesmo a afirmar que em uma empresa que se guia por valores só há um chefe, OS VALORES DA EMPRESA. Percebe-se, assim, a importância que a liderança tem numa organização, particularmente no que diz respeito à manutenção de seus valores. Quanto mais alto o executivo está ligado na hierarquia da empresa, mais ético deve ser o seu comportamento. O presidente de uma organização é o espelho dos valores que ela preserva. Ele é o exemplo para todos na organização e sua conduta deverá estar acima de qualquer suspeita para que sua reputação e, consequentemente, da empresa, não sofram desgaste (Stukart, 2003, p. 75).

MAS O QUE É LIDERANÇA?
Para muitos autores, líder é diferente de chefe. O chefe se contenta com tarefas enquanto que o líder consegue entusiasmo, interesse pelo trabalho, cooperação e comprometimento. LÍDER É TODO INDIVÍDUO QUE, GRAÇAS À SUA PERSONALIDADE, DIRIGE UM GRUPO SOCIAL, COM A PARTICIPAÇÃO ESPONTÂNEA DOS SEUS MEMBROS(Weil, 1992, p. 63).
No entanto, definir liderança talvez não seja uma tarefa tão simples assim. Antes de um aprofundamento no tema, cabe entender que o líder fundamentalmente lida com seres humanos, pessoas que têm desejos e necessidades, sonhos e motivações. Ao interagir de forma equivocada com as pessoas sob sua liderança, o líder não somente está comprometendo o desempenho da empresa como pode estar dando espaço para sérios problemas de relacionamento interpessoal.

Para o psicólogo norte americano Abraham Maslow, existe hierarquia das necessidades humanas, dispostas em uma espécie de pirâmide, em ordem de importância e de força de influência sobre o comportamento humano. Na base da pirâmide estariam as necessidades básicas e no topo as mais sofisticadas e intelectuais. Essa hierarquia de necessidades são as necessidades fim dos seres humanos, que traduzem todas as suas outras necessidades.
Segundo Maslow (2000), o ser humano é um ser que deseja permanentemente, e, por isso, propôs que muitos dos comportamentos humanos fossem explicados em termos das necessidades que as pessoas experimentam. Isto é, quando uma determinada necessidade está agindo, ela orienta as ações e desejos da pessoa, determinando o  que é importante e modelando o seu comportamento. São suas fontes de estímulos! O comportamento geralmente ocorre em resposta a alguma tensão ou desconforto que foi criado por uma necessidade ativa ou não satisfeita. O líder, ao conhecer as necessidades das pessoas que trabalham com ele, exerce um papel fundamental como elemento capaz de estimular a motivação de seus subordinados, criando assim um ambiente saudável para sua equipe. Cabe agora identificar os estilos de liderança mais comuns nas organizações. O mais importante de tudo é passar para os liderados a perspectiva do que estão fazendo, sob pena do trabalho se tornar mecânico e empobrecido. A tarefa do líder é esclarecer para a equipe a dimensão do trabalho a ser desenvolvido e todas as relações que ele tem com o universo maior da empresa e da sociedade.

Mario Sergio Cordella (2009, p.94 101), no livro Qual é a sua obra?, aponta algumas competências que um líder deve ter no sentido de uma liderança produtiva e ética. Para esse autor, o líder precisa ter a mente aberta e estar atento naquilo que muda e estar sempre disposto a aprender. Ele também deve ser capaz de fazer sua equipe crescer, pois,um líder que não eleva a equipe, que só pensa no próprio crescimento, não é um líder, é um chefe, no sentido hierárquico do termo. Só seremos líderes inspiradores quando formos capazes de, ao subir, levamos juntos nossos subordinados.
OS DEZ MANDAMENTOS DO LÍDER

I.                   Respeitar o ser humano e crer nas suas possibilidades, que são imensas.

II.                Confiar no grupo mais do que em si mesmo.

III.             Evitar críticas a qualquer pessoa em público, procurando elogiar, diante do grupo, os aspectos positivos de cada um.

IV.             Estar sempre dando o exemplo, em vez de ficar criticando o tempo todo.

V.                Evitar dar ordens, procurando a cooperação de cada um.

VI.             Dar a cada um o seu lugar, levando em consideração os seus gostos, interesses e aptidões pessoais.

VII.          Evitar tomar, mesmo de maneira provisória, a iniciativa de uma responsabilidade que pertença a outrem, mesmo pensando que faria melhor; no caso de chefes que lhe são subordinados, evitar passar por cima deles.

VIII.       Consultar os membros do grupo antes de tomar uma resolução importante, que envolva interesses comuns.

IX.             Antes de agir, explicar aos membros do grupo o que vai fazer e por que.

X.                Evitar tomar parte nas discussões quando presidir uma reunião; guardar neutralidade absoluta, fazendo registrar, imparcialmente, as decisões do grupo.

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